Weby shortcut
Logo

Divulgação Científica e Tecnológica

Atualizado em 11/02/20 18:59.

Crescentes problemas de transporte, tais como aqueles relacionados ao planejamento semafórico e agravamento da infraestrutura existente, levaram a um aumento da demanda por profissionais da área de transporte. Apesar do Brasil possuir cursos de ensino consolidados na área, a maioria se encontra no nível de pós-graduação stricto-sensu.

Um dos problemas deste cenário é o tempo necessário para formar um profissional para atuar na solução desses problemas, visto que a pós-graduação requer que o(a) aluno(a) tenha uma graduação prévia para então poder obter um conhecimento específico e voltado para transportes. Outro problema é relacionado ao escopo da formação do aluno(a). Na pós-graduação stricto-sensu, o(a) aluno(a) é orientado a estudar e aprofundar em uma área específica de transportes, como planejamento ou infraestrutura de sistemas de transportes, tendo assim pouco contato com outras interfaces da Engenharia de Transportes.

Estes fatores serviram como motivação para a criação de cursos de Engenharia de Transportes no nível de graduação e tecnológico. Atualmente, a maioria destes cursos encontram-se em estágio de implantação. Devido ao estágio inicial destes, existe uma carência de material de ensino e boas práticas voltado aos outros níveis (graduação e tecnológico) e a outros setores da sociedade.

Neste sentido, os projetos de extensão que enfocam a divulgação didática (tanto científica, quanto tecnológica) visam integrar e compartilhar mutuamente os conhecimentos produzidos no curso de Engenharia de Transportes com o restante da sociedade. Dentre as ações desta categoria, destaca-se a produção de vídeo tutoriais para a Internet e de cartilhas acerca da gestão do transporte. O restante do texto destaca os principais projetos de extensão desenvolvidos nesta linha.

ANPET Jovem

A ANPET Jovem é um grupo acadêmico, que atua juntamente com a Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes (ANPET). Esse grupo tem a proposta de estimular a integração de estudantes de nível Técnico, Tecnólogo, Superior e Pós-graduação, em todas as áreas que tem interface com os transportes, mas com destaque para as engenharias e tecnologia, além de buscar o incremento da divulgação da produção tecnológica e científica na área de transportes em âmbito nacional e internacional.

Divulga Engenharia de Transportes

O curso de Engenharia de Transportes, a partir do primeiro semestre de 2017, vem realizando diversas atividades em prol do seu planejamento estratégico. Assim, ficou definido a criação de uma comissão de divulgação do curso, já que não há turmas formadas no país. Desse modo, pensou-se “o Divulga Engenharia de Transportes”, que é um grupo de extensão composto por estudantes e professores do curso de Engenharia de Transportes da UFG. Através de ações junto à comunidade em geral: escolas, órgãos públicos da esfera municipal, estadual e federal o “Divulga Engenharia de Transportes” busca disseminar as atividades e trabalhos dessa área do conhecimento. O projeto de extensão tem quatro eixos principais: TV Transportes, em que estudantes observam os problemas de trânsito e transportes na cidade de Goiânia e Aparecida de Goiânia; “Você sabia? ”, com abordagens em redes sociais sobre temas relacionados às atividades dos futuros engenheiros de transportes; “Repercussões” que repercutem notícias afins ao trânsito e transportes no Brasil e no mundo e “Música” em que o grupo avalia os transportes como recurso poético para música brasileira.

Divulga Insta2       Divulga Insta3

Educação no Trânsito

As ações na escola para educação e segurança no trânsito é um esforço pedagógico que busca proporcionar trocas de experiências, através da difusão da pesquisa e da extensão, entre docentes e discentes da UFG, docentes, familiares e discentes das escolas participantes, desses dois espaços, escola e universidade, tão importantes para a sociedade. Busca ainda favorecer uma ação transformadora e emancipadora sobre os problemas de comportamento e educação no trânsito, contribuindo para que os futuros condutores repensem suas ações como condutores ou pedestres. Assim, todo conhecimento mediado por professores e estudantes das escolas envolvidas serão apreendido e em comum acordo e reapresentados através de ferramentas geotecnológicas, oficinas temáticas, que estão difundidas na universidade, mas não nas escolas. A tecnologia e a experimentação através de oficinas temáticas, aplicadas ao ensino podem tornar mais atrativo o processo de aprendizagem e assim, a metodologia envolve a construção de uma prática pedagógica de iniciação à pesquisa, em que os dados relacionados à segurança e educação no trânsito são apresentados, tendo as geotecnologias como ferramentas de suporte. Ou seja, os professores, familiares e estudantes das escolas envolvidas oferecem a matéria prima para um trabalho construído “a várias mãos”.

Espera-se com o projeto consolidar o diálogo entre a Universidade Federal de Goiás e as redes estadual e municipal de ensino, apoiando-se na recomendação da Resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE), de 18/12/2018. Além disso, espera-se construir um espaço dialógico em que estudantes das escolas participantes se motivem a frequentar a universidade, que revelem sua realidade e seus saberes, e os estudantes e professores da universidade compartilhem suas experiências vividas e saberes adquiridos num curso que tem como atribuição pensar e apresentar solução para o trânsito, o curso de Engenharia de Transportes da UFG. Assim, também a partir de uma ferramenta tecnológica espera-se facilitar a espacialização dos dados de segurança no trânsito. Nessa perspectiva busca ainda articular a extensão às atividades de ensino e pesquisa, pois o saber construído se direcionará para experimentos para aquisição de dados sobre educação e comportamento no trânsito no entorno das escolas participantes, provocando a interação de saberes universidade e comunidade que não tem acesso à UFG.

Educação Trânsito 1

Geotecnologia na Rede

Geotecnologias na rede é um projeto de extensão que visa divulgar o conhecimento técnico e tecnológico produzido dentro da universidade para toda a comunidade interessada no assunto. Assim, as peças audiovisuais são produzidas pelo professor responsável pela ação, por seus alunos, em sala, em encontros e mesmo em laboratório e divulgadas num canal no Youtube®. A proposta é proporcionar que os estudantes dos níveis fundamentais, médio e superior tenham nessa ação de extensão conhecimento disponível em qualquer lugar da terra bastando para isso um computador e acesso à internet. A proposta surge das atividades de ensino na Universidade Federal de Rondônia e consolidada na Universidade Federal de Goiás. A figura abaixo ilustra um vídeo exemplo do canal (https://www.youtube.com/channel/UCIDGktZdLQwnsoEggY0kGxw). O vídeo em questão ensina a realizar uma análise em rede de transporte utilizando o software ArcGis.

video geotecnologias

Meninas na Ciência

As pesquisas que analisam a questão de gênero em engenharias, ciências exatas e computação são abundantes e revelam disparidade, em que muito se diz que essas áreas são predominantes atividades para homens. Diversos fatores contribuem para tal disparidade, dos quais a noção de que existem carreiras para homens e a pressão dos pares até a falta de modelos e o suporte dos pais e dos professores. Acredita-se que isso ocorre mesmo antes de entrarem na graduação, quando a maioria das garotas são desencorajadas a seguir carreiras na área de exatas, engenharias e computação. Defendemos que esse cenário vem do ensino fundamental e médio, e que por isso, as iniciativas do governo e de instituições de ensino, nos períodos Fundamental II e ensino médio, poderão promover uma mudança na diferença de escolha de carreira entre os gêneros. Segundo o censo da educação superior, no Brasil, estudantes do sexo feminino representa 60% das pessoas que concluíram os cursos superiores (ano-base: 2015). Contudo, nos cursos das engenharias, matemática e computação, por exemplo, esse valor cai para 41%. Especificamente nas engenharias esse valor cai ainda mais, 29,3% das concluintes são meninas.